terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eterno Dubai!!!!



Engraçado como é fácil se apaixonar por essas criaturas agradáveis e ate mesmo desagradáveis. Não demorou muito tempo para eu me derreter de amores pelo meu labrador preto. Enorme, tinha um veludo em lugar de seu pelo e com um apetite de tirar o fôlego dos espectadores. Conseguia devorar sua vasilha em cerca de segundos. E como costumava pensar era realmente um retardado. Já me fez passar cada vergonha em publico.
Super manso, porém muito alegre. Arfava diariamente e se eu fosse ao banheiro vinte vezes ao dia, as vinte ele iria comigo ou com quem estivesse. Totalmente sem estilo, quem passeava com a gente era ele, comia o que queria da rua. Fazia suas necessidades onde tivesse vontade e não tinha peia que chegasse, até um certo e belo dia ele aprendeu onde realmente defecar.
Com o passar dos meses e do convívio mutuo pude saber que realmente o amava, e que aquele seu jeito desajeitado de ser era fruto do seu imenso amor por nós. Companheiro, fiel e sem duvidas o melhor amigo que já tive. Me acompanhava em todas as viagens, todos os passeios os mais curtos que fossem, íamos a praia, ao Iguape, iparana. E seus primeiros e únicos réveillons de sua vida eu estava com ele.
Era muito mal educado isso eu garanto, mas a sua mal educação era ilária e por muitas vezes eu nem brigava, por ser tão engraçada. Por ter passado uma vida sempre preso em uma corrente no quintal, sempre que chegava em casa eu dava o comando de boas vindas. O meu assobio era a chamado. Poderia está onde estivesse ele correria para os meus braços, ao ponte de algumas vezes me derrubar no chão. Só escutava com um grito breve em seu ouvido e muitas vezes não obedecia. O que mais me dava prazer era de seu banho matinal, que não era nenhum pouco matinal. Por mais de muitas vezes eu deixar passar esse banho, até hoje eu sinto falta e o mais engraçado de tudo, engraçado não, pesaroso, dos inúmeros cachorros que tive nenhum me faz a falta que você faz a cada dia. E por mais que logo, logo queira domesticar um novo ser, eu gostaria que fosse igual ao Dubai. Tanto na cor, no tamanho, nos genes e principalmente nas asneiras que fazia, nas bobagens que nos fazia rir e faz até hoje a cada recordação. Podem vir todos os cães do mundo, mas nenhum deles nunca ira substituir o amor, o carinho e o companheirismo que você significa pra mim.
Sou eternamente amante dos cães e mais uma fiel adoradora de Labradores!

Tendo em nota o livro: Marley e Eu (estou lendo e adorando, e muitos dos textos e postes que fiz a respeito do meu labrador, foi pela lembrança que cada página me faz pensar nele)

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